Mantega defende gradualismo no câmbio e contra inflação

O ministro da Fazenda Guido Mantega defendeu nesta segunda-feira o gradualismo das medidas do governo no combate contra a inflação e a valorização cambial.

REUTERS

18 de abril de 2011 | 17h57

"Não podemos nos apressar e tomar excessivas medidas no curto prazo porque pode derrubar a economia", disse Mantega durante reunião com investidores, referindo-se ao combate à alta de preços.

Defendendo a declarada intenção do Banco Central de perseguir o centro da meta de inflação, de 4,5 por cento, apenas no ano que vem, visto que há um choque patrocinado pela alta das commodities, o ministro mostrou-se contrário a medidas mais agressivas.

"É justificável (perseguir centro da meta em 2012) porque estamos vivendo um choque de oferta", afirmou. "Não estamos sendo tolerantes, mas também não adianta tomar medidas que não levam a nada".

Segundo ele, apesar da pressão atual nos índices de preços, o teto da meta, de 6,5 por cento, não deve ser ultrapassado.

Mantega considerou desnecessária uma alta imediata do preço da gasolina. Mas se ela ocorrer o governo deve neutralizar esse aumento com uma queda da Cide, taxação que incide sobre os preços de combustíveis.

Mantega repetiu que o governo tem tomado medidas no sentido de reduzir o ritmo de expansão da economia e que o crescimento do país é sustentável. Para este ano, ele espera um aumento de cerca de 10 por cento dos investimentos e que o déficit nominal fique em torno de 1,7 por cento do PIB.

No câmbio, Mantega afirmou que o governo continuará tomando medidas para impedir valorização excessiva do real, mas que não se pode tomar uma "medida por dia".

(Reportagem de Isabel Versiani)

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