Mantega diz que não há razão para BC subir juro

Na tentativa de conter uma nova onda de projeções de alta dos juros pelo mercado financeiro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, procurou ontem afastar a expectativa de que o Banco Central (BC) poderia aumentar a taxa Selic, em 2010, como reação aos efeitos que as medidas de estímulo fiscal poderiam ter sobre a inflação.

FABIO GRANER, ADRIANA FERNANDES e RENATA VERÍSSIMO, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

10 Dezembro 2009 | 00h00

Depois de anunciar mais um pacote de ações para acelerar o crescimento, Mantega disse não ver razões para que o BC eleve a Selic porque o governo está incentivando o aumento dos investimentos.

Essa estratégia, avaliou o ministro, vai garantir que "não faltem produtos" aos brasileiros. É que um crescimento da demanda por bens mais rápido do que sua capacidade de produção poderia trazer riscos para a inflação.

Num recado ao Comitê de Política Monetária (Copom), que tem feito seguidos alertas sobre o impacto negativo que o afrouxamento da política fiscal pode ter sobre os preços, o ministro repetiu que a inflação está comportada e que é possível garantir crescimento da economia entre "5% e 5,5%" sem desequilíbrios.

Mantega frisou ainda que a Fazenda trabalha com projeção de manutenção da taxa Selic em 8,75% no ano que vem. "Não vejo interferência (das medidas) no comportamento da taxa de juros", afirmou.

Ele ressaltou que o Brasil já estava crescendo nesse ritmo no ano passado sem provocar inflação. "E sempre temos a válvula de escape das importações", ponderou. O argumento é que o dólar "baixo" torna mais barata a importação e ajuda no controle da inflação.

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