Mantega diz que queda do dólar mostra confiança no país

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, ressaltou nesta quinta-feira sua avaliação de que o pior da crise global já passou. Para ele, a apreciação do real reflete não só o movimento mundial de queda do dólar mas também a confiança dos investidores no Brasil.

REUTERS

28 de maio de 2009 | 12h36

Em audiência pública no Senado, Mantega ponderou que o câmbio valorizado tem também uma face negativa ao diminuir as vantagens do setor exportador.

O ministro também lembrou o desempenho recente da Bovespa e disse que o mercado financeiro "acredita que o Brasil reúne melhores condições para sair da crise".

O principal índice da bolsa paulista acumula alta de cerca de 40 por cento no ano, enquanto o dólar chegou a ser cotado, na véspera, abaixo de 2,00 reais pela primeira vez desde o início de outubro.

"A confiança no país nos ajuda a sair mais rapidamente da crise", disse, acrescentando que o crédito está melhorando, mas ainda não é suficiente, e que os spreads bancários são altos. "Este é um problema crônico... e durante a crise se agravou."

O ministro aproveitou para defender a aprovação do cadastro positivo, que já passou pela Câmara dos Deputados e agora depende do sinal verde do Senado.

Mantega comentou ainda que o país está, neste momento, se refazendo e que o investimento externo está voltando à economia brasileira.

"Houve saída de capitais nos meses passados por conta da crise e o balanço de pagamentos ficou negativo, porém já demos uma virada no mês de maio e já temos saldo financeiro positivo juntamente com saldo comercial positivo", afirmou.

Mantega também repetiu a estimativa de que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve retração no primeiro trimestre, mas não mencionou números, depois de já ter sido negativo no último trimestre de 2008. Mas criticou o peso que economistas dão à definição de recessão técnica --quando a economia se contrai por dois trimestres consecutivos.

"Não diz nada do que está acontecendo na economia agora ou no trimestre consecutivo", argumentou.

(Reportagem de Fernando Exman)

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