Mantega: governo pode reduzir despesas se PIB acelerar muito

O governo brasileiro pode reduzir a demanda com cortes em despesas correntes para evitar um possível superaquecimento da economia, afirmou nesta segunda-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

REUTERS

10 de maio de 2010 | 11h40

Segundo ele, se houver necessidade, haverá corte de despesa em todos os ministérios.

"Nós estamos estudando a possibilidade de reduzir o consumo do governo. Se o consumo está aquecido, temos que olhar com cautela, porque não podemos desestimular antes que você tenha a comprovação de que há um crescimento forte", disse Mantega a jornalistas após participar de um seminário no Rio de Janeiro.

O ministro afirmou que as projeções apontam para crecimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano entre 5 e 6 por cento, bem acima do desempenho previsto para Estados Unidos e União Europeia.

"Se for comprovado que o crescimento é mais forte do que aquilo que desejamos, ou seja, acima de 6 por cento, nós poderemos reduzir o consumo do governo, gastos correntes e vários ministérios poderão ser reduzidos para que a gente possa diminuir a força da demanda da economia brasileira", acrescentou.

O ministro frisou que a eventual redução atingiria apenas as despesas de consumo do governo, mas que os investimentos prioritários seriam preservados.

"Vamos manter todo programa de investimento, todo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e todo programa de infraestrutura, porque senão a gente cria gargalos no futuro. Os programas sociais também serão mantidos, mas os demais programas de custeio poderão ser postergados ou até mesmo diminuídos", afirmou Mantega.

(Por Rodrigo Viga Gaier)

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