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Mantega: mínimo maior traria insegurança sobre rumo de despesas

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou em audiência no plenário da Câmara dos Deputados nesta terça-feira que um reajuste do salário mínimo para mais de 545 reais neste ano criaria insegurança para as despesas públicas em um momento em que o governo promove um corte elevado de despesas públicas.

REUTERS

15 de fevereiro de 2011 | 19h06

Segundo Mantega, a elevação do mínimo para os 560 reais defendidos pelas centrais sindicais teria um impacto anual de 10,5 bilhões de reais nas contas do governo. Caso o mínimo fosse a 600 reais, como chegou a ser defendido pelo candidato presidencial José Serra (PSDB), as despesas aumentariam em 16,5 bilhões de reais, de acordo com o ministro.

"Nós não podemos dar um aumento maior, em primeiro lugar porque acho que é muito ruim que a gente descumpra um acordo que a gente fez entre nós. Isso faz com que haja desconfiança em relação ao acordo, com que haja insegurança em relação ao rumo das despesas do Estado brasileiro", afirmou Mantega aos parlamentares reunidos em comissão geral.

O governo anunciou na semana passada um corte de 50 bilhões reais nas despesas públicas fixadas no Orçamento de 2011 em um esforço para esfriar a economia em meio à escalada da inflação. Mantega destacou que, caso o mínimo seja elevado para valor superior ao estimado, o governo teria de encontrar receitas para cobrir a despesa adicional este ano.

A elevação do mínimo para 545 reais, frente aos 510 reais em vigor no ano passado, obedece a regra acertada com os trabalhadores em 2008, segundo a qual o aumento do salário seria feito, até 2010, levando-se em conta o crescimento da economia ocorrido dois anos antes, mais a variação da inflação do ano anterior.

Mantega voltou a defender a renovação dessa regra, lembrando que ela levaria o salário mínimo a 616 reais em 2012. O acordo original vale como critério até o reajuste deste ano.

"Isso é bom para o trabalhador, é bom também para o governo porque teremos, sim, aumento de despesa, mas esse aumento é previsível, é um aumento que todos sabem calcular, não fica uma dúvida de quanto será, se vai estourar as contas do governo ou não vai estourar."

(Reportagem de Isabel Versiani; edição de Aluísio Alves)

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