Mantido veto de Bush à pesquisa com células-tronco

A Câmara de Deputados dos EUA não conseguiu os dois terços de votos necessários para derrubar o primeiro veto presidencial dos cinco anos e meio do governo Bush - imposto à lei que autorizaria o uso de verbas federais para pesquisas com células-tronco embrionárias. Ao vetar a medida, mais cedo nesta quarta-feira, o presidente havia dito que essas pesquisas, que dependem da destruição de embriões, "cruzam uma linha moral" e são erradas."Esta lei viria a apoiar a destruição de vidas humanas inocentes na esperança de encontrar curas para outras", disse o presidente, na Casa Branca, cercado por 18 famílias que "adotaram" embriões congelados não usados por outros casais, e se valeram desses embriões para ter filhos."Cada uma dessas crianças foi adotada enquanto ainda embrião, e foram abençoadas com a chance de crescer... Esses meninos e meninas não são peças sobressalentes", disse o presidente. Na terça-feira, o Senado americano havia desafiado Bush ao aprovar o financiamento, por 63 votos a 37, quatro a menos que a margem que seria necessária para derrubar um veto presidencial. Na Câmara, que também havia aprovado a proposta, faltariam 52 votos para derrubar um veto. E foi na Câmara que, nesta noite, o veto se manteve. Células-tronco têm o potencial de se converter em qualquer tipo de tecido do corpo humano, o que abre caminho para o desenvolvimento de terapias contra várias doenças degenerativas e, até mesmo, para a recuperação de pessoas com graves lesões da medula espinhal. Embora existam outras fontes dessas células, as embrionárias são consideradas as mais promissoras para o estudo científico e as possíveis futuras terapias.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.