Manuela cai e cresce disputa pelo segundo lugar em Porto Alegre

O candidato à reeleição José Fogaça (PMDB) manteve o crescimento e continua na liderança na disputa pela prefeitura de Porto Alegre, enquanto a diferença entre Manuela dÁvila (PCdoB) e Maria do Rosário (PT) diminuiu, esquentando a briga pelo segundo lugar, de acordo com pesquisa Ibope divulgada neste sábado. Segundo os novos números, Manuela sofreu uma queda de quatro pontos percentuais, saindo de 23 para 19 por cento das intenções de voto, enquanto Maria do Rosário permaneceu com os mesmos 16 por cento. Fogaça lidera com 38 por cento, apresentando uma oscilação positiva de dois pontos percentuais em relação à sondagem realizada em 9 e 11 de setembro. O Ibope entrevistou 805 eleitores, em 24 e 25 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais. A mesma tendência foi confirmada pelo Datafolha. Na pesquisa divulgada também neste sábado, Fogaça manteve o crescimento e a liderança com 35 por cento, enquanto Maria do Rosário e Manuela aparecem em situação de empate técnico na disputa pelo segundo lugar, respectivamente, com 19 e 18 por cento. A margem de erro é de três pontos percentuais e o Datafolha entrevistou 1.053 eleitores, entre 25 e 26 de setembro. O Datafolha já vinha apontando uma diferença menor entre as duas candidatas que disputam o segundo lugar. Em relação à sondagem feita pelo instituto em 17 e 18 de setembro, Fogaça oscilou dois pontos percentuais para cima, enquanto Maria do Rosário passou de 18 para 19 por cento, e Manuela manteve os mesmos 18 por cento. SUSPEITA Apesar da liderança isolada, a campanha de Fogaça sofreu um golpe com o pedido de demissão de seu coordenador político, Luiz Fernando Záchia, na noite de sexta-feira. Záchia é alvo de uma representação encaminhada ao Ministério Público de Contas, na qual é acusado de enriquecimento ilícito. Záchia é deputado estadual pelo PMDB e foi chefe da Casa Civil no governo Yeda Crusius (PSDB), tendo deixado a secretaria para coordenar a campanha de Fogaça, no início de agosto. O motivo da suspeita seria a compra um apartamento em Porto Alegre e de uma casa em um balneário gaúcho, em valores incompatíveis com o patrimônio que teria sido declarado por Záchia à Justiça Eleitoral antes da eleição de 2006. A aquisição dos imóveis teria sido feita em 2007, durante o período em que Záchia esteve à frente da Casa Civil de Yeda. A governadora também enfrenta denúncias sobre a compra de uma casa, feita em dezembro de 2006. A oposição põe em questão os valores pagos e a origem do dinheiro, uma vez que seria incompatível com o patrimônio da família Crusius. A representação foi encaminhada ao procurador-geral do MPC, Geraldo da Camino, pela Associação dos Policiais Civis do Estado e tem como base a chamada "Lei Villaverde", que garante ao Tribunal de Contas do Estado autonomia para fiscalizar indícios de enriquecimento ilícito de agentes públicos. Em nota oficial divulgada à imprensa, Záchia informa que os imóveis comprados não têm as características nem os valores informados na denúncia e que a sua saída da coordenação da campanha de Fogaça tem como objetivo evitar que "tais inverdades sejam exploradas politicamente". A coordenação executiva da campanha deve continuar sob responsabilidade de Clóvis Magalhães. (Edição de Pedro Fonseca)

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