Máquina-pizzaiolo faz e entrega no ato

A novidade é italiana, mas os restaurantes de comida fresca automatizados são uma tendência na Europa

John Tagliabue, The New York Times,

19 Março 2009 | 10h55

Não, o que a máquina vende não é uma pizza congelada que é aquecida no micro-ondas e entregue ao freguês. Ela faz a pizza. Na hora. E na Itália. Mistura farinha e água, espalha o molho de tomate e põe ingredientes frescos na cobertura. A redonda salta em três minutos.Veja também:Redondas comunistasA máquina tem pequenas janelas pelas quais se enxerga a pizza sendo feita. Como no filme Tempos Modernos, de Charles Chaplin, dá para ver as rodinhas girando e as engrenagens se encaixando. O cliente aperta um botão para escolher uma de quatro opções - margherita (mussarela e molho de tomate), bacon, presunto ou verduras. De um recipiente plástico, a farinha cai num pequeno tambor, como o de uma máquina de lavar; em seguida, entra um jato de água e o tambor começa a girar, formando uma bola de massa que depois é aberta no formato de um disco de 30 cm de diâmetro.O molho de tomate é despejado sobre a massa e coberto com o queijo. Depois vai tudo para um pequeno forno de raios infravermelhos. Já assada, a pizza entra numa embalagem de papelão e em seguida vai para as mãos do cliente. Cada pizza custa em torno de US$ 4,50 (R$ 13), o preço varia conforme o sabor. A ideia do robot-pizza chegou ao inventor italiano, Claudio Torghele, depois que ele trabalhou na Califórnia nos anos 90 no desenvolvimento de uma máquina de fazer massas frescas. "Nas praças de alimentação, vi uma tendência para as máquinas de venda", contou. "E nos fast foods, comecei a ver pizza para todos os lados."Não surpreende que a onda de máquinas automáticas para a venda de comida fresca venha da Itália. Os italianos são conhecidos pelos longos almoços de macarrão e vinho, mas também por serem os primeiros na Europa em máquinas de venda. A máquina Let’s Pizza, de Torghele, é só a ponta de lança de uma tendência que veio dos Estados Unidos: os restaurantes "automáticos".Em Milão, nos primeiros três restaurantes automáticos de uma cadeia chamada Brekky, há pratos frios, como saladas e sanduíches, e quentes, como massas. Na Holanda, a rede Febo tem 60 restaurantes. Na França, as máquinas Yatoo Partoo, com sua cor característica verde-amarela brilhante, vendem leite, sucos, petiscos e sanduíches. Boa parte da recente expansão da "comida automática" se deve à colocação de máquinas em indústrias e escritórios para que os empregados possam lanchar e almoçar. Esse mercado se contraiu com a crise. Mas, ao mesmo tempo, os europeus estão procurando meios mais baratos de comer fora - e comer direto da máquinas custa bem menos que sentar num restaurante.

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