Máquinas auxiliam na economia de insumos

Pulverizador é mais eficiente na aplicação e gasta menos calda em manga e laranja, garante fruticultor

Fernanda Yoneya, O Estado de S.Paulo

07 de maio de 2008 | 03h24

O pulverizador que Ogata comprou possui características pelas quais o mercado estava ansiando, acredita o produtor. ''Até então, os pulverizadores tinham as mesmas características, independentemente da marca. Este, porém, é inovador'', garante. ''Normalmente, os pulverizadores convencionais têm um ducto (turbina) único, que atinge apenas uma faixa da planta. Este tem acionamento hidráulico e é dotado de 8 ductos, com uma turbina cada, e jatos convergentes, o que garante qualidade e eficiência na pulverização'', conta. ''A gota vai de cima para baixo, e não do contrário.''Como a eficiência da aplicação aumenta graças à tecnologia do equipamento, o intervalo de pulverização aumenta, retardando a reentrada no pomar para aplicar agrotóxicos.Também há diminuição no volume de calda. Nos pomares de laranja, o técnico agrícola da fazenda, Oswaldo Furuyama, calcula que tenha reduzido a aplicação de 12 litros para 9 litros de calda/planta. Na manga, o volume caiu de 8 litros para 6 litros.PILOTO AUTOMÁTICOUma das novidades em tecnologia embarcada são as máquinas agrícolas dotadas do sistema auto-guide, ou piloto automático, que ''dirige'' a máquina em operações como preparo de solo, adubação e plantio, e deixa o tratorista ''livre''.O técnico em agricultura de precisão Gregory Brian Riordan explica que o tratorista consome 80% de seu tempo dirigindo. Com o piloto automático, ele aproveita o tempo livre para supervisionar com mais cuidado a operação que está sendo realizada. ''A vantagem é poder corrigir falhas de sobreposição, já que o GPS garante precisão centimétrica da operação, tanto em linhas retas, em curvas ou em áreas de pivô central.''Neste cenário, Riordan destaca a importância do Isobus - a padronização da comunicação entre tratores e implementos, independentemente do fabricante. ''A padronização é item essencial para o produtor, porque evita a defasagem de equipamentos'', diz. Para Eduardo de Sousa Filho, com a Isobus, o que diferenciará as máquinas não será o tipo de plug, mas a qualidade. F.Y.Curso ajuda a ''perder o medo'' O gerente de campo da Fazenda Ouro Branco, de Votuporanga (SP), José Carlos Lopes Coelho, participou, com 6 operadores, de um treinamento para operar uma colhedora de cana com GPS e piloto-automático, em Ribeirão Preto (SP). ''É uma máquina moderna. Vimos desde como ela é fabricada até ficar pronta.''Segundo Coelho, o treinamento também orientou os funcionários sobre o correto manuseio do equipamento e sobre o que não fazer para não danificar a máquina. ''Os trabalhadores, a maioria tratoristas, estavam com receio. O curso os ajudou a perder o medo.''

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