Maracanã pode se livrar de demolições

Os frequentadores do Parque Aquático Júlio Delamare e do Estádio de Atletismo Célio de Barros, no complexo do Maracanã, podem receber em breve uma boa notícia. A secretária de Turismo, Esporte e Lazer do Estado do Rio, Márcia Lins, admitiu ontem que, ao contrário do previsto originalmente, estuda a possibilidade de não demolir os dois equipamentos para a adequação do estádio para a Copa do Mundo de 2014.

Bruno Lousada, RIO, O Estadao de S.Paulo

20 de novembro de 2009 | 00h00

A Fifa exige uma área livre de 85 mil metros quadrados no entorno do Maracanã, a fim de criar espaços para patrocinadores, autoridades, imprensa e vips. O governo do Estado havia decidido atender a entidade com a implosão das duas instalações. Esse era um dos itens obrigatórios do edital de concessão do Maracanã, que não foi lançado.

O governador do Rio, Sérgio Cabral, anunciou, em outubro, que o Estado desistiu de fazer as obras por meio de uma Parceria Público Privada (PPP) e reformaria o estádio com 100% de dinheiro público. A estimativa oficial de gasto é de R$ 430 milhões.

"Estamos desenhando um outro projeto de reurbanização do entorno do Maracanã, a fim de criar novas áreas, que possam atender ao caderno de encargos da Fifa. Vamos tentar não demolir os dois equipamentos", declarou Márcia Lins. Ela admitiu também adiar o fechamento do Maracanã até junho de 2010. As obras de reforma do estádio têm de começar até março.

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