Maravilhas a apenas uma hora de barco

Simpáticas e organizadas, as praias urbanas de Cartagena são um bom começo. Mas sua temporada no balneário não ficará completa sem conferir as ilhas próximas da cidade

MARCUS LOPES, ESPECIAL PARA O ESTADO, CARTAGENA DE ÍNDIAS

22 de fevereiro de 2011 | 07h00

 

 

 

 

 

 

 Após fazer uma imersão na história da colonização espanhola nas ruas de Cartagena, é hora de mergulhar nas águas do Caribe. E os melhores destinos para isso são duas ilhas próximas da cidade, a do Rosário e a Baru, ambas ideais para hospedagem ou mesmo para um passeio de um dia. Quem optar pelo bate-volta pode contratar um serviço de transporte no hotel (é mais cômodo e seguro) ou ir até a Marina, perto da Torre do Relógio, de onde barcas partem para as ilhas em vários horários.

 

A 45 minutos de barco, a Baru é uma dessas típicas ilhas de pescadores que começaram a ser colonizadas na década de 1950. Por causa de suas praias virgens e daquela combinação de areia branquinha e água transparente, logo se transformou em um dos pontos prediletos dos turistas e moradores em busca de sol.

 

Já o arquipélago do Rosário é formado por 27 ilhas localizadas em uma reserva natural a cerca de uma hora de barco, a partir do porto da cidade. A mais popular (e maior) é a Ilha Grande, onde há uma pequena comunidade e praias deslumbrantes. Ali fica o Hotel San Pedro de Majagua, boa opção para quem quiser passar uma temporada nas praias praticamente desertas da ilha.

 

O hotel ainda recebe grupos que passam só um dia, opção para quem tem pouco tempo ou não se liga muito em praia, mas faz questão de colocar o pé na areia do Caribe. Enquanto estiver curtindo o ambiente, simpáticos (mas insistentes) nativos vão oferecer artesanato, como colares e brincos. Os produtos são até bacanas, mas não compre nada sem antes pechinchar. Ser brasileiro ajuda e saber conversar sobre futebol, também.

 

Bocagrande. As praias urbanas são limpas, organizadas, simpáticas. Se você não ficar se lembrando a cada minuto do visual das ilhas e não se incomodar com mais agito, vai curtir bastante. Elas ficam na parte nova, a poucos quilômetros do centro histórico, nas regiões de Bocagrande, El Laguito e Castillogrande.

 

Apesar da concentração de edifícios modernos e vários grandes (e bons) hotéis, a praia é simples, com um jeitão que lembra mais a orla do Guarujá que Miami Beach. Ali, barraquinhas vendem petiscos e a tradicionalíssima limonada de coco. E vez outra aparecem ambulantes.

 

Ao longo da Avenida Santander, que liga o centro histórico a Bocagrande, e na Avenida Malecón, já na orla, você vai cruzar com muitas pessoas praticando cooper ou simplesmente caminhando. Seguindo em frente, chega-se à região de El Laguito que, com Castillogrande, completa o roteiro de praias urbanas.

 

Nas proximidades de Laguito - a formação da praia lembra um lago - ficam os bares e restaurantes da nova Cartagena, endereço de grande parte da população. Mesmo se você não for até lá pela praia, vá pela gastronomia ou pela chance de apostar alguns pesos na roleta do Cassino Rio, na Avenida San Martin.

 

 

No cardápio, frutos do mar e arroz de coco

O forte da culinária local são os frutos do mar, mas há boas opções de cozinha internacional, de bistrôs franceses escondidos nas vielas do centro a restaurantes árabes, argentinos, italianos e até um Hard Rock Café. Consulte um guia, dê uma olhada quando estiver passando pela calçada, peça informações e escolha o que mais lhe agradar. Para fazer como os cartageneros, comece a refeição com uma porção de peixes marinados (geralmente, linguado ou badejo). Os pedaços são curtidos em um delicioso molho de limão e servidos com pão. Na sequência, vá de camarões ou lagosta, sempre fresquinhos. Os colombianos também são loucos por coco. E ele está tanto em pratos salgados quanto nos doces (prove ao menos uma vez o arroz de coco e a limonada de coco, a bebida sagrada de Cartagena). Entre as boas opções de restaurantes estão o Cabildo de Bantu, de comida típica, o Club de Pesca, que serve frutos do mar com direito a uma bela vista para a baía, e o La Perla (Calle de Ayos, 42), de influências peruana e mediterrânea.

 

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