Marcada para fevereiro 1ª audiência de Carli Filho

A audiência de instrução e julgamento do ex-deputado estadual do Paraná Fernando Ribas Carli Filho, que se envolveu em um acidente em maio deste ano, no qual morreram duas pessoas, deve ser realizada no dia 4 de fevereiro do próximo ano. Nessa audiência serão ouvidas 38 pessoas, entre testemunhas de acusação e defesa, peritos e o acusado. Após isso, o Ministério Público (MP) e os advogados de acusação e de defesa fazem as considerações finais. O juiz, então, faz a sentença de pronúncia, definindo se o caso vai para o Tribunal do Júri.

AE, Agencia Estado

26 de novembro de 2009 | 09h39

No despacho em que marcou a data da audiência, o juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, Daniel Ribeiro Surdi de Avelar, desconsiderou a dosagem alcoólica de 7,8 decigramas de álcool por litro de sangue, em razão de o exame ter sido feito sem o consentimento do acusado. "Há de se ressaltar que a desconsideração do resultado do exame de sangue não significa dizer que o réu não se encontrava embriagado", ponderou.

Ele também negou o pedido que tinha sido feito pelo defensor do ex-deputado para que o processo corresse em segredo de Justiça. Carli Filho foi denunciado por duplo homicídio qualificado com dolo eventual. Ele renunciou ao mandato quando a Assembleia Legislativa se preparava para instaurar um procedimento no Conselho de Ética, visando à cassação do mandato. Com a renúncia, manteve os direitos políticos.

Laudos apontaram que no momento do impacto contra o carro das duas vítimas, Carli Filho dirigia a uma velocidade entre 161 e 173 quilômetros por hora. No local do acidente, a velocidade máxima é de 60 quilômetros por hora. Ele também estava com a carteira de habilitação suspensa, em razão de ter somado 130 pontos por várias infrações.

Após deixar o hospital, o ex-deputado estadual depôs à polícia em um hotel de São Paulo. Ele afirmou que não se lembrava do que aconteceu na noite de 7 de maio, quando se envolveu em um acidente que matou dois jovens em Curitiba. Carli Filho disse não se lembrar nem se consumiu bebida alcoólica na noite do acidente.

Conforme as testemunhas ouvidas, ele teria consumido vinho e estaria dirigindo em velocidade tão alta que "chegava a decolar" na pista. Sobre os 130 pontos que acumulou na CNH, ele alegou que vários assessores utilizaram o carro, sobretudo durante campanha eleitoral. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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