Marcados depoimentos na Justiça do caso Eloá

Depoimentos marcam o início do processo contra Lindemberg pelo seqüestro de Eloá

José Dacauaziliquá, do Jornal da Tarde,

03 Dezembro 2008 | 10h01

O depoimento das testemunhas de acusação no processo movido pelo Ministério Público Estadual (MPE) contra Lindemberg Alves, de 22 anos, foi marcado para o dia 8 de janeiro. Isso define o início da fase de instrução processual presidida pelo juiz do Tribunal do Júri de Santo André, José Carlos de França Carvalho Neto. Essa fase se encerra quando o magistrado determina se o acusado será ou não submetido a júri popular.   Veja também: Ministério Público move ação contra Rede TV! pelo caso Eloá Ouça entrevista com a procuradora Perguntas e respostas sobre o caso Eloá  Especial: 100 horas de tragédia no ABC   Mãe de Eloá diz que perdoa Lindemberg  Imagens da negociação com Lindemberg I  Imagens da negociação com Lindemberg II  Especialistas falam sobre o seqüestro no ABC Galeria de fotos com imagens do seqüestro  Todas as notícias sobre o caso Eloá           O rapaz foi preso por ter matado a tiros a ex-namorada Eloá Pimentel, de 15 anos, depois de mantê-la refém por cem horas, em outubro. Ele atirou quando policiais militares do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) invadiram o apartamento da família da vítima, no bairro do Jardim Santo André, em Santo André, no ABC. O rapaz baleou a amiga dela, Nayara, de 15 anos, que sobreviveu.   "Entre as testemunhas estarão a Nayara, o irmão de Eloá, os meninos Iago e Victor e os policiais. Vamos demonstrar que a intenção de Lindemberg era matar a menina, que o crime foi premeditado", disse o advogado da família de Eloá, Ademar Gomes.   A data dos depoimentos das testemunhas de defesa será determinada após essa fase. A advogada de Alves, Ana Lúcia Assad, afirmou que a lista de testemunhas tem 12 nomes - o máximo são oito. Quatro entraram como testemunhas arroladas pelo juiz.   Ana Lúcia solicitou a gravação, na íntegra, da entrevista que Nayara concedeu ao Fantástico, da Rede Globo. A advogada também confirmou que, por enquanto, não pretende pedir à Justiça que o rapaz responda em liberdade. Ela não explicou o motivo da decisão.   O promotor Antonio Nobre Folgado denunciou o rapaz por 12 crimes divididos em três artigos do Código Penal: homicídio, cárcere privado e disparo de arma de fogo. Caso seja condenado, Alves poderá pegar pena de 50 e 60 anos de reclusão. O réu está preso na Penitenciária de Tremembé, no interior do Estado.

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