Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Marcha da Maconha espera reunir 20 mil pessoas no Rio

Quatro manifestantes foram presos em Magé a caminho da marcha por serem flagrados com sete cigarros e dez pacotes com a droga

Idiana Tomazelli, Agência Estado

10 de maio de 2014 | 15h41

RIO - Cerca de 300 pessoas se concentram para participar da Marcha da Maconha, no Jardim de Alah, na divisa entre Ipanema e Leblon, na zona sul do Rio, na tarde deste sábado, 10. A organização espera que 20 mil pessoas participem do ato que vai seguir em direção ao Arpoador.

De acordo com a Polícia Militar, quatro manifestantes foram presos no município de Magé a caminho da marcha por serem  flagrados com sete cigarros e dez pacotes com a droga. Para Antonio Henrique Campello, servidor público de 28 anos e um dos organizadores do evento, as prisões foram "arbitrárias" e  um advogado que integra o movimento foi encaminhado para a cidade para ajudá-lo.

"O objetivo é fortalecer cada vez mais o debate da legalização da maconha, que é cada vez mais urgente devido a violência urbana", disse Campello. Para ele, a recente decisão do Uruguai, de legalizar a maconha, é um exemplo na luta para combater o narcotráfico.

Os manifestantes, com máscaras que reproduzem a folha da maconha, levam cartazes a favor da legalização escritos "chega de hipocrisia" e "não compre, plante". A Fifa e a Copa do Mundo também são alvo de críticas: "Basta de guerra às drogas e de limpeza social em nome da Copa", dizia um dos cartazes.

A marcha, que conta com um carro de som e uma grande réplica de um cigarro de maconha, será divido em alas com temas como feminismo, capitalismo, psicodelismo, cultivo e plantio em casa, e drogas e direitos humanos.O ato será acompanhado por 30 policiais e outros 50 reforçam o policiamento em toda a orla das praias de Ipanema e Leblon.

Segundo o major Luciano Cunha, do 23º Batalhão, o objetivo é acompanhar a movimentação. "A ideia do policiamento é preservar a integridade física dos manifestantes, não reprimir", disse. O major ressaltou que, caso alguém seja seja flagrado fumando um cigarro de maconha, "a lei tem de ser cumprida".

Trânsito. Fiscais da CET-Rio informaram que quando a marcha começar, o trânsito na Avenida Vieira Souto no sentido Copacabana será interrompido a partir da rua Henrique Ramos. Participam da manifestação pessoas de outras cidades, como Magé e Curitiba.

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