Marido de policial é decapitado no Rio

Mochila com a cabeça foi deixada na frente da casa da família em Realengo, zona oeste da cidade

AE, Agência Estado

29 Outubro 2013 | 09h01

RIO - Uma mochila com a cabeça de João Rodrigo Silva Santos, de 35 anos, foi jogada diante da casa onde ele morava com a mulher, a policial militar Geísa Silva, de 31, em Realengo, zona oeste do Rio. O crime aconteceu entre a noite de segunda-feira e a madrugada de terça. A Divisão de Homicídios da Polícia Civil fluminense investiga as circunstâncias do assassinato.

Geísa está lotada na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) de São Carlos, no Estácio, região central da cidade. Santos era ex-jogador de futebol, um atacante com passagens pelo Bangu, Boavista, Volta Redonda e Madureira, além de clubes de Honduras e da Suécia.

O ex-jogador era proprietário de uma loja de suplementos alimentares em Realengo, onde fora visto pela última vez na segunda-feira à noite. Ele teria sido rendido por bandidos na frente da loja, por volta das 19h30, e forçado a entrar em um Astra escuro. Seu carro, um Hyundai, também foi levado.

A demora de Santos em chegar em casa impacientou sua mulher, que chegou a ir a uma delegacia para comunicar seu desaparecimento, segundo informações divulgadas pela Assessoria de Imprensa da Polícia Militar do Rio.

Na madrugada de ontem, Geísa ouviu o barulho de um carro e foi até a porta de casa, na Rua Laura Dias, por volta das 4h30. Foi quando encontrou a mochila, que pertencia a Santos, com sua cabeça sem os olhos e sem parte da língua.

Investigação. Pela manhã de ontem, a policial prestou depoimento na Divisão de Homicídios. Ela deixou o prédio sem falar com a imprensa e recebeu o apoio de colegas da PM.

Aos investigadores, Geísa teria dito que o marido não estava sofrendo ameaças e que não tinha inimigos.

O restante do corpo de Santos e seu Hyundai não haviam sido encontrados até as 20h de terça.

Como a investigação está em estágio inicial, os policiais civis não descartam nenhuma motivação para o crime. Suspeitas recaem sobre traficantes das Favelas Minha Deusa, Vila Vintém ou Curral, mas mesmo a participação de milicianos não está descartada.

A Polícia Civil ainda apura se há alguma relação entre as atividades da PM Geísa na UPP de São Carlos e o crime, mas como ela tem funções administrativas e atua no atendimento social da comunidade atingida pela unidade pacificadora, a policial seria bem-vista na favela.

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