Marina defende continuidade de investigações contra Erenice

Em campanha em Varginha (MG), a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, afirmou nesta quinta-feira que o afastamento da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, motivado pelo que a candidata classificou de "denúncias graves", reforça a necessidade de uma "investigação isenta" conduzida pelo Ministério Público Federal.

REUTERS

16 de setembro de 2010 | 19h32

"Afastamento (do cargo) não significa em hipótese alguma qualquer afastamento da necessidade de apuração e da punição, com a comprovação do dolo", afirmou Marina Silva depois de um encontro com cafeicultores.

Erenice, que foi secretária-executiva de Dilma quando a candidata petista comandou a Casa Civil, pediu demissão nesta quinta-feira após uma nova denúncia publicada pelo jornal Folha de S.Paulo.

A publicação afirma ter ouvido um empresário que relatou que Israel Guerra, filho de Erenice, teria pedido dinheiro para conseguir a liberação de um empréstimo de 9 bilhões de reais para um projeto energético junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

"Eu espero que os brasileiros tomem esses episódios como algo que está turvando esse processo sucessório e não decidam açodadamente em relação a essas eleições. A apuração é o melhor caminho", acrescentou a candidata.

(Reportagem de Bruno Peres)

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