Marina defende criação de agência ambiental ligada à ONU

Proposta é da França e tem o apoio já declarado da África do Sul, Argentina e Brasil; EUA são contra

Alberto Komatsu e Fabiana Cimieri, da Agência Estado, Agencia Estado

03 de setembro de 2007 | 11h27

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse, nesta segunda-feira, 3, que o Brasil está aberto para discutir a criação de uma agência ligada à Organização das Nações Unidas (ONU) nos moldes da Organização Mundial do Comércio (OMC) e da Organização Mundial de Saúde (OMS). Na Convenção sobre Mudança do Clima e do Protocolo de Kyoto, em discurso para ministros de Meio Ambiente de 22 países, Marina disse que o assunto será o principal tema discutido na reunião ministerial desta segunda.   Ministros de 22 países discutem meio ambiente no Rio   A proposta de criação da agência é da França e tem o apoio já declarado da África do Sul, Argentina e Brasil. Os Estados Unidos são o principal opositor à idéia.   No discurso de abertura, Marina defendeu que, mais do que a criação da agência, é necessário implementar o conceito de transversalidade do desenvolvimento sustentável em toda a estrutura das Nações Unidas.   "É embaraçoso justificar para os cidadãos de nossos países porque assumimos tantos compromissos, participamos de tantas reuniões e conferências, porque existem tantos organismos ambientais e, ao mesmo tempo, constatarmos os alarmantes indicadores de degradação ambiental do planeta", disse a ministra.   Cooperação   O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu um novo impulso político para que se alcance uma efetiva cooperação internacional. De acordo com Amorim, a demora na adoção de normas ambientais está impedindo uma cooperação mais eficiente entre os países.   "A criação de uma nova organização ou agência no sistema das Nações Unidas, que poderá resultar dessa reflexão, deve contribuir para a coesão e eficácia das instâncias existentes", afirmou Amorim, que discursou na abertura do evento, no Palácio Itamaraty, no centro do Rio.   Amorim também lembrou que há muitas dificuldades para o cumprimento de diferentes acordos ambientais, por causa da "persistência e aprofundamento das assimetrias no sistema internacional".

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