Marina diz que ataques contra ela conseguem inédita união entre PT e PSDB

Marina diz que ataques contra ela conseguem inédita união entre PT e PSDB

Candidata pessebista afirma que partidos se uniram para 'destruir quem os trata com respeito'

REUTERS

19 Setembro 2014 | 13h40

A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, voltou a reclamar do que rotulou de "cruzada de preconceitos e boatos" espalhados pelas campanhas de seus adversários e disse que seu desempenho eleitoral levou a algo inédito na história do país: a união entre PT e PSDB.

"Nós estamos fazendo campanha com base em propostas, os nossos adversários é que têm que explicar por que por 20 anos se combateram a ferro e fogo e agora estão unidos, PT e PSDB, numa mesma artilharia para destruir quem tem programa, para destruir quem trata eles com respeito", disparou Marina em entrevista a jornalistas, em São Bernardo do Campo.

"É muito interessante isso que está acontecendo, pela primeira vez na história do país, PT e PSDB estão juntos numa mesma cruzada de preconceitos, boatos e difamações para conter o avanço da sociedade que quer transformação", acrescentou.

Desde que chegou ao patamar dos 30 por cento das intenções de voto para o primeiro turno e que apareceu vencendo simulações de segundo turno, Marina tem sido alvo constante de ataques das campanhas da presidente Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição, e de Aécio Neves (PSDB).

Do lado petista, foram lançadas propagandas mostrando supostos riscos para o emprego e os salários se for adotada a independência formal do Banco Central, como prevê o programa de Marina. Também foram feitos questionamentos de seu comprometimento com a exploração do petróleo do pré-sal e a possível perda desses recursos para a educação.

Já a campanha de Aécio tenta colar em Marina a imagem de que ela é uma espécie de segunda candidata do PT e é cheia de contradições, lembrando suas posições quando estava no partido e as que defende agora, de modo a se aproveitar do sentimento antipetista de parte do eleitorado. Além disso, o tucano tem se apresentado como o único capaz de fazer as mudanças desejadas com segurança.

(Reportagem de Pedro Belo)

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