Marina Silva quer apuração urgente de denúncias na Casa Civil

A candidata à Presidência pelo PV, Marina Silva, cobrou urgência na apuração das denúncias de tráfico de influência na Casa Civil.

REUTERS

14 de setembro de 2010 | 15h07

De acordo com Marina, a "denúncia grave que aconteceu precisa ser adequadamente investigada e, se tiver culpados de tráfico de influência, devem ser punidos".

Ela evitou acusar a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra. "Não vou fazer julgamento a priori de ninguém."

Questionada sobre como agiria numa situação dessas, caso estivesse à frente do governo, declarou que o fato seria "investigado com maior rigor".

Segundo reportagem da revista Veja publicada no fim de semana, o filho de Erenice, Israel Guerra, estaria envolvido em esquema de lobby junto ao governo envolvendo empresa aérea.

A ministra Erenice, braço direito da candidata Dilma Rousseff (PT) quando chefiava o ministério, passou a ser investigada pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República desde segunda-feira.

Marina participou, nesta terça-feira, de sessão plenária do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), assim como o candidato Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) para tratar da reforma política. José Serra (PSDB) esteve na OAB na segunda-feira e Dilma Rousseff não compareceu e enviou carta ao presidente da entidade, Ophir Cavalcante.

Marina voltou a defender, agora para uma platéia de advogados, a realização do segundo turno nas eleições presidenciais. "Se na vida da gente, quando a gente vai tomar uma decisão, a gente pensa duas vezes, por que uma decisão que tem a ver com o futuro de todos nós, 190 milhões de brasileiros, está açodadamente querendo pensar só uma vez?", questionou.

Todas as pesquisas de intenção de voto apontam a eleição de Dilma no primeiro turno.

Durante explanação sobre as medidas que tomaria num eventual governo para fazer uma reforma política, a presidenciável defendeu o fortalecimento de mecanismos de transparência.

"Quando você está sendo olhado e não sabe qual é o olho que te vê, o melhor é você ser bastante cuidadoso. E isso se chama transparência. Deixar que o Ministério Público, que o Tribunal de Contas façam seu papel. Eles estão ali para defender o interessa da sociedade", disse.

Na sabatina com os conselheiros da OAB, Marina defendeu a convocação de uma constituinte exclusiva para viabilizar reformas.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello; Edição de Carmen Munari)

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