Marina: teria permanecido no PT se sigla tivesse olhar ambiental

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, afirmou na quarta-feira que teria permanecido no PT e apoiaria um candidato do partido se a sigla tivesse evoluído sua concepção em relação à sustentabilidade.

REUTERS

16 de junho de 2010 | 13h44

Segundo ela, seus concorrentes, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), têm a mesma visão desenvolvimentista para a sociedade brasileira, da qual ela não compactua.

"Eu não precisaria sair do PT se o partido tivesse a capacidade de ter entendido o novo olhar para a realidade... a sustentabilidade fundamental para o desenvolvimento do país", disse Marina durante sabatina realizada pelo jornal Folha de S.Paulo.

Em 2009, a candidata deixou o PT, partido ao qual filiou-se em 1985. No governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi ministra do Meio Ambiente de 2003 a 2008.

Ela relatou que saiu do governo por pressões internas e externas contra um plano voltado à Amazônia. Marina contou que os ministros da época Reinhold Stephanes (Agricultura) e Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos), além do governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, procuraram influenciar o presidente Lula para alterar o programa. "Aí eu pedi para sair", disse.

A senadora afirmou que, como a sociedade civil vinha acompanhando a implantação das medidas, o plano acabou bem sucedido e o desmatamento continuou a cair.1

(Reportagem de Carmen Munari)

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