Marinha não identifica mancha de óleo na costa do ES

A Capitania dos Portos do Espírito Santo informou no fim da tarde desta quinta-feira que não foram identificados indícios de vazamento de óleo na costa do Estado após um sobrevoo na área. Uma equipe da Marinha investigou a existência do suposto vazamento quando recebeu a informação, de manhã, de que uma mancha fora avistada próximo à plataforma P-57, operada pela Petrobras no Campo de Jubarte, na Bacia de Campos.

VINICIUS NEDER, Agência Estado

17 Maio 2012 | 19h32

A mancha teria sido avistada por petroleiros que voltavam do trabalho, na quarta-feira, mas o Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES) não confirmou a informação. Segundo Eneias Zanelato Carvalho, secretário de Comunicação do Sindipetro-ES, a entidade entrou em contato com funcionários da P-57 e ninguém confirmou a existência da mancha.

Em nota, a Capitania dos Portos do Espírito Santo informou que fez um sobrevoo de 40 quilômetros de raio em volta da P-57. A aeronave utilizada foi colocada à disposição pela Petrobras. "Não há nenhum indicio de vazamento ou mancha de óleo", diz a nota.

Para Zanelato, foi um "alarme falso". No comunicado, a Capitania dos Portos explica que "verificou-se um sombreamento de nuvens ocasionado por raios solares, fenômeno comum na região, nesta época do ano, e constantemente confundido com manchas ou poluição".

O campo de Jubarte integra o chamado Parque das Baleias, área produtora da Bacia de Campos, a 80 quilômetros do litoral do Espírito Santo. Jubarte tem produção na camada pré-sal, mas a P-57 produz apenas no pós-sal, segundo a assessoria de comunicação da Petrobras.

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