Marrocos nega destruição de gravuras de 8 mil anos

O governo do Marrocos negou que gravuras de 8 mil anos de idade feitas em uma rocha e que mostram o sol como uma divindade foram destruídas no sul do país, durante um ataque atribuído a muçulmanos salafistas ultra-ortodoxos.

Reuters

20 de outubro de 2012 | 17h24

O ministro das Comunicações, Mustafa el-Khalfi, levou jornalistas ao local das gravuras, no parque nacional de Toukbal, para mostrar que os relatos de destruição das relíquias não eram verdade.

Ahmed Assid, um ativista membro do Instituto Real para a Cultura Amazigh, afirmou que os petróglifos tinham sido destruídos nesta semana e que ativistas locais tinham responsabilizado os salafistas. Entretanto, Assid disse na ocasião que ele precisava conferir os supostos danos.

Meryem Demnati, da Sociedade Protetora dos Direitos e Liberdades dos Amazigh, também afirmou anteriormente que as gravuras tinham sido destruídas.

Marrocos tem seguido uma forma tolerante do islã sunita, mas a importância dos salafistas cresceu após os ataques de 11 de setembro contra os Estados Unidos em 2001. Centenas de seguidores foram presos após ataques a bomba suicidas na cidade de Casablanca em 2003.

Os Amazigh, ou Imazighen, são berberes que viveram no norte da África muito tempo antes da chegada dos muçulmanos no século 7. Apesar de não haver dados oficiais sobre seus números, o Marrocos é largamente considerado como o país que abriga a maior comunidade Amazigh do mundo.

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