Martha afasta PMs cedidos para delegacias distritais

A chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Martha Rocha, decidiu afastar todos os policiais militares cedidos para as delegacias distritais e especializadas. A decisão será publicada no Boletim Interno da instituição esta semana. Chamados de "adidos", vários PMs cedidos a delegacias foram presos na Operação Guilhotina, da Polícia Federal (PF), na semana passada, que também levou para a cadeia o ex-subchefe da Polícia Civil, Carlos Oliveira, e derrubou o então chefe da instituição, Allan Turnowski.

PEDRO DANTAS, Agência Estado

21 de fevereiro de 2011 | 19h39

Policiais militares, agentes penitenciários e até bombeiros foram cedidos para cobrir o déficit de pessoal nas delegacias nos últimos anos. A assessoria de comunicação da Polícia Civil informou apenas que após um levantamento será possível informar o número total de adidos.

Em dezembro do ano passado, o secretário José Mariano Beltrame, por memorando, tentou devolver 50 PMs aos batalhões, mas 15 acabaram preservados nas delegacias. Um dos adidos era o cabo Aldo Leonardo Premori Ferrari, o Leo Ferrari. Lotado na Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), ele estava sempre presente nas operações da delegacia especializada nas favelas cariocas.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio, o cabo formou uma quadrilha para vender armas para traficantes com os policiais civis Leonardo da Silva Tores, o Trovão, Flávio de Brito Meister, o Master, e Jorge do Prado Ramos, o Steve.

Segundo o MP, o grupo desviava armamentos apreendidos nas favelas controladas pela facção criminosa Comando Vermelho (CV) e vendia para os chefes do tráfico nos morros dominados pela quadrilha Amigos dos Amigos (ADA), principalmente Rocinha, em São Conrado (zona sul) e São Carlos, no Estácio (zona norte). Junto com os policiais civis, ele receberia a mesada de R$ 50 mil dos chefes do tráfico para avisar sobre operações policiais.

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