Marvadas mineiras

Veja os bares de BH onde estão a Diva, a Áurea Custório e outras vencedoras do 1.º Concurso da Cachaça Mineira. Não esqueça do gole 'do santo'

Rusty Marcellini, Especial para O Estado,

17 de dezembro de 2009 | 14h31

MINAS DE GOLE EM GOLEProve as cachaças campeãs e onde elas são feitasDepois de sediar o 1º Concurso da Cachaça Mineira, Belo Horizonte bem que merece exibir suas curiosidades ligadas à bebida, a começar pelos apelidos que ela tem ali: abrideira, acorda-o-velho, água-que-passarinho-não-bebe, arranja-briga, arrebenta-peito, branquinha, birita, caninha, cobertor-de-pobre, danada, dengosa, encantada, engasga-gato, imaculada, malvada, mamãe-sacode, mé, perigosa, purinha, quebra-goela, suor de alambique, teimosa, tira-juízo, venenosa.Certamente há muitos outros. E a melhor maneira de descobri-los é se acomodar na mesa de um dos botecos da cidade especializados na bebida. Se ficar indeciso diante de tanta oferta, dê uma olhada no mapa ao lado para conferir as cachaças vencedoras do concurso, na semana passada, e onde são feitas. Veja abaixo os botecos com boas cartas de cachaça e vá preparando o apetite porque, com a birita, você vai ter de provar o torresminho, a linguicinha, a mandioca frita... Via Cristina: o último levantamento contabilizou 632 marcas de cachaça. Quem chega ao boteco logo se impressiona com o mar de garrafas expostas em compridas prateleiras. Junto delas, uma escada serve de auxílio para o funcionário alcançar os rótulos perto do teto. R. Cristina, 1.203, Santo Antônio, BH, (31) 3296-8343.Casa do Porre: oferece mais de 400 rótulos de cachaça. Para acompanhá-las, há tira-gostos como carne de sol assada, caldo de mandioca e linguiça com requeijão. R. Mármore, 373, Santa Teresa, BH, (31) 2515-7149.Kobes: esta casa especializada em carnes exóticas como rã e javali, além de pato, cordeiro, perdiz e codornas, mantém no cardápio cerca de 300 marcas de cachaça. R. Prof. Raimundo Nonato, 31, Horto, BH, (31) 3467-6661. CACHAÇA LEVADA A SÉRIOA chuva forte que caía na capital mineira na noite de 9 de dezembro não desanimou os cachaceiros presentes ao 1º Concurso Cachaça de Minas, realizado na UNI-BH, campus Buritis. O concurso para eleger as melhores "águas-que-passarinho-não-bebe" é uma iniciativa da Federação Nacional dos Produtores de Cachaça de Alambique (Fenaca) e sua coordenação ficou a cargo da Universidade Federal São João Del Rey.Os alambiques mineiros foram representados por 66 marcas que concorreram ao título em três diferentes categorias: "Branca/Nova", "Envelhecida/Armazenada" e "Premium".Este foi o primeiro concurso do setor realizado com base técnico-científica, como explica o autor do regulamento, Paulo Eustáquio Ferreira. As regras tiveram como base a Lei Geral das Bebidas Alcoólicas e a Lei da Cachaça de Minas, que proíbe, por exemplo, a queima do canavial antes do corte e o uso de químicos no processo de fermentação.Apesar de Minas Gerais produzir 260 milhões de litros de cachaça por ano, exporta menos de 1% de sua bebida, segundo dados da Fenaca.

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