Matrícula longe de casa também atinge zona norte

Os casos de alunos matriculados em escolas públicas distantes de casa - o que contraria a lei - também ocorrem na zona norte da cidade de São Paulo, nas unidades pertencentes à Diretoria Regional de Educação da Freguesia do Ó e da Brasilândia. Em reportagem publicada ontem, o Estado mostrou que o problema atingia Guaianases, na zona leste.

Mariana Mandelli, O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2011 | 00h00

"Fui ao Conselho Tutelar e à ouvidoria e nada. A escola fica a mais de 2,2 quilômetros de distância", diz Sonia Jeremias, de 28 anos, mãe de Letícia, de 6 anos, mostrando um papel com a medida da distância.

"Estou tentando transporte ou mudar para uma escola mais próxima", conta Onélia do Carmo, de 27 anos, mãe de Alexander, de 4, que está matriculado numa escola a mais 3 quilômetros de sua residência.

Em carta ao Estado, a Secretaria Municipal de Educação afirmou que não nega o problema e reconhece erros de compatibilização que serão corrigidos, sem prejuízo às crianças. A pasta também afirmou que "o sistema público é integrado e os estudantes são atendidos em uma escola do município ou do Estado".

Sobre a zona norte, a secretaria reitera que, ao saírem da educação infantil, as crianças são matriculadas por meio de um sistema que considera a distância entre a casa e a unidade escolar e a disponibilidade das escolas mais próximas da residência.

Em nota, a Secretaria Estadual da Educação diz que o transporte é direito do aluno, desde que haja em seu trajeto uma barreira física. No caso de Letícia, a pasta afirma que ela está na escola Professora Dalila de Andrade Costa, a 1,7 quilômetro de sua casa e sem barreira física no trajeto.

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