Maurício Ianês perambula nu pela Bienal de Arte de São Paulo

Na performance 'A Bondade de Estranhos', artista ficará durante 13 dias no prédio vivendo apenas de doações

AE, Agencia Estado

05 Novembro 2008 | 09h58

Pelado, o artista Maurício Ianês iniciou na manhã de terça-feira, 4, sua performance, A Bondade de Estranhos, como parte da 28ª Bienal de São Paulo. Até o dia 16 deste mês, ele ficará no pavilhão, sobrevivendo apenas de doações dos visitantes e sem dizer uma palavra. Na terça, logo que foi aberta a visitação, às 10 horas, Ianês começou a vagar sem roupa pelo prédio, chegando ao terceiro piso do edifício, onde está a parte expositiva desta Bienal, que ficará em cartaz até 6 de dezembro.   Veja também Especial da 28.ª Bienal de São Paulo  A primeira doação recebida foi uma garrafa d'água e, logo após, uma camiseta. Pouco depois das 14 horas, o artista ainda se apresentava nu da cintura para baixo, causando espanto entre os poucos visitantes no local, a ponto de os guardas responsáveis pelo setor perguntarem: "Ninguém pode dar uma cueca para ele?" Também não faltaram piadas maliciosas em relação àqueles que observavam mais atenciosamente a cena. O incômodo foi potencializado pelo fato de Ianês ficar absolutamente imóvel, de pé, sem comunicação nenhuma com o público, contrariamente ao título geral desta edição: Em Vivo Contato. O único movimento do artista era se sentar, esporadicamente, ao lado dos poucos pertences recebidos. Até o fim da tarde, ele já havia ganho comida, mais duas camisetas, uma manta e uma cueca. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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