MC Daleste pode ter sido vítima de crime passional

A Polícia Civil investiga se o funkeiro Daniel Pellegrine, de 20 anos, o MC Daleste, morto com um tiro durante um show em Campinas, foi vítima de um crime passional ou motivado por um desentendimento.

RICARDO BRANDT, Agência Estado

09 de julho de 2013 | 08h32

Daleste foi atingido 10 minutos após o início do show, enquanto cantava no palco. Ele participava de um evento em um condomínio da CDHU, no bairro San Martin, quando foi morto, às 22h40 do sábado. A polícia ainda apura quem contratou Daleste oficialmente.

O delegado Rui Pegolo, da Delegacia de Homicídios de Campinas, disse que uma hipótese investigada é que o cantor tenha tido alguma relação com uma mulher e que o autor dos disparos tenha agido por vingança. "Durante os shows, as mulheres arremessavam roupas íntimas no palco. Há uma informação que está sendo checada, de que ele teria saído com uma menina e o namorado tomou conhecimento."

Outra hipótese é que tenha ocorrido uma briga, antes do show, por causa de quantas músicas ele cantaria. Na tarde de ontem, foi ouvido um dos organizadores do evento, ligado a associação de bairro do San Martin, área conhecida da polícia pelo tráfico de drogas. A identidade não foi divulgada. A polícia em Campinas montou uma força tarefa para apurar o caso.

Atirador

O que se sabe até agora é que o atirador estava a uma distância de 20 metros a 30 metros do palco. O tiro teria sido dado a uma altura de 1,70m a 1,80m do solo. "Olhando a cena do crime de cima do palco, o tiro veio da esquerda para a direita. A bala atingiu o abdome do cantor, do lado esquerdo, e transfixou seu corpo."

Não se pode precisar a arma usada, porque não foi encontrado nenhum projétil. A bala que atingiu MC Daleste atravessou ainda um tapume no fundo do palco. Um segundo tiro teria sido disparado. "Mas acreditamos que tenha sido usada uma pistola. O que temos certeza é que o autor sabia atirar bem", disse o delegado. A principal hipótese da polícia é que o atirador tenha se escondido em um terreno baldio, escuro, onde há uma construção e um morro.

"Ao que tudo indica, o atirador não estava no meio da multidão." O uso de um Gol vermelho na fuga também está sendo investigado. Até ontem, sete pessoas foram ouvidas. "Não descartamos uma briga na hora do show ou mesmo em outro evento", disse Pegolo. A polícia também não descarta a hipótese de o autor ser de outra cidade e ter ido para Campinas para executar MC Daleste, na tentativa de despistar a polícia.

Ontem, o corpo do cantor foi enterrado no Cemitério de Vila Formosa, na zona leste de São Paulo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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