McCain tenta provar que é o melhor para evitar futuras guerras

O virtual candidato republicano àPresidência dos EUA, John McCain, tenta atualmente provar aoeleitorado que "detesta guerra", embora defenda com entusiasmoa atual estratégia bélica norte-americana no Iraque. O candidato e seus assessores dizem que, devido ao passadodele como prisioneiro no Vietnã, ele conhece como ninguém ossacrifícios que a guerra exige e, se for eleito em novembro,não vai envolver o país em novos conflitos. "Alguém que entenda a guerra, entenda os militares e tenhaexperiência de política externa e diplomática é a melhor pessoapara evitar a guerra", disse Charlie Black, assessor dosenador. "McCain é o último cara que quer ir à guerra, econhece todos os outros passos a dar para evitá-la." Num momento em que os pré-candidatos democratas prometemretirar as tropas do Iraque, McCain adere à já antiga idéia deque os EUA estão em guerra contra os extremistas radicaisislâmicos e que o Iraque é uma batalha decisiva nesse conflito. Ele diz que os EUA devem permanecer no Iraque para ajudar ademocracia a se arraigar no Oriente Médio. Defende também umapermanência prolongada como força de paz, a exemplo do que osEUA fazem há décadas na Coréia do Sul e Japão. McCain também acredita que a melhora na segurança doIraque, como resultado do reforço militar enviado pelos EUA porrecomendação dele, irá tornar o eleitorado mais paciente esimpático ao republicano. "Um número significativo de norte-americanos acredita quedevamos voltar para casa com honra, não com desgraça egenocídio", disse ele recentemente a jornalistas em seu ônibusde campanha. McCain fala com agressividade contra o Irã devido àinfluência desse país no Iraque e por suas supostas tentativasde desenvolver armas nucleares --algo, no entanto, que foidesmentido no final de 2007 por um relatório de inteligência dopróprio governo norte-americano. Tudo isso anima a oposição democrata, ávida porreconquistar a Casa Branca após oito anos do governo de GeorgeW. Bush. McCain argumenta que seus adversários Barack Obama eHillary Clinton defendem uma retirada "afobada", da qualdesistiriam assim que conhecessem a realidade do conflito.

STEVE HOLLAND, REUTERS

14 de abril de 2008 | 10h18

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