MEC corta mais 4 mil vagas de cursos de saúde

Medida atinge 148 cursos de Enfermagem, Odontologia e Farmácia que tiveram avaliação ruim; antes, já haviam sido cortadas 514 vagas de Medicina

MARIANA MANDELLI, O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2011 | 03h03

O Ministério da Educação (MEC) anunciou ontem o corte de 3.986 vagas de cursos de Enfermagem, Farmácia e Odontologia que obtiveram conceitos baixos na última avaliação. Ao todo, 148 cursos sofreram suspensão de vagas. Entre eles, 17 estão no Estado de São Paulo - 5 ficam na capital e na região metropolitana. As medidas foram publicadas no Diário Oficial da União.

Os cursos apresentaram conceito 1 ou 2 no Conceito Preliminar de Curso (CPC), que vai de 1 a 5.

O governo já havia anunciado, há menos de duas semanas, que cortaria 50 mil vagas de instituições mal avaliadas. Em Medicina, a redução já divulgada pelo ministério é de 514 vagas.

A maior redução anunciada ontem pelo MEC foi nos cursos de Enfermagem, que perderam 2.572 vagas - 88 cursos foram atingidos. Em Farmácia, 40 bacharelados perderam 1.107 vagas, e em Odontologia o corte foi de 307 vagas em 20 cursos.

Instituições que apresentaram reincidência de CPC insatisfatório em 2007 e 2010 tiveram redução adicional de 30%.

Além do corte de vagas, os cursos serão supervisionados pelo MEC. As universidades e centro universitários terão sua autonomia e processos de reconhecimento de cursos suspensos, além de não poderem abrir novas vagas. Já as faculdades terão a suspensão de todos os seus processos em andamento no MEC.

Justificativas. Entre as instituições do Estado de São Paulo que sofreram as medidas do MEC estão a Universidade São Francisco (USF), Universidade Bandeirante (Uniban), Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), Centro Universitário Anhanguera de Santo André e Universidade Camilo Castelo Branco (Unicastelo).

A USF afirma que o CPC do curso de Odontologia refere-se "a momento anterior da vida institucional, encontrando-se plenamente superado no momento presente". A Uniban afirma que foi adquirida recentemente pelo Grupo Anhanguera Educacional e tem um plano de melhorias em execução. O Centro Universitário Anhanguera afirma que elevou seu Índice Geral de Cursos (IGC) satisfatório para 80% e vai continuar implementando melhorias.

A Unimes afirma que vai entrar em contato com o MEC porque houve um "mal entendido". A instituição afirma que o Diário Oficial da União anunciou que a universidade tem 40 vagas, sendo que são 80, em dois turnos.

Elaine Santos, pró-reitora de graduação e extensão da Unicastelo afirma, em nota, que a instituição está tomando medidas cabíveis e reconhece o Enade como indicador. Também diz que tem IGC 3 e teve aumento do IGC contínuo, com "bom desempenho nas 47 avaliações in loco".

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