MEC fará 2 propostas em recurso sobre Enem

Em audiência no Recife, ministro vai propor cancelamento da prova ou das 13 questões restrito apenas aos alunos do Colégio Christus, de Fortaleza

MARIANA MANDELLI, O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2011 | 03h04

O recurso que o ministro da Educação, Fernando Haddad, entregará pessoalmente hoje, no Tribunal Regional Federal no Recife (PE), vai apresentar duas saídas contra a decisão que anulou as 13 questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em todo o País. O MEC vai pedir que sejam canceladas as 13 questões apenas dos alunos do Colégio Christus, de Fortaleza (CE), ou que eles façam outra prova.

O recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) deve ser protocolado hoje, durante a reunião que vai discutir a sentença do juiz da 1.ª Vara Federal do Ceará, Luis Praxedes Vieira da Silva. Além de Haddad, devem ir ao encontro procuradores do MEC, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e da AGU.

O ministério considera que cancelar as questões para o País inteiro significa legitimar uma falha que não ocorreu. Para a pasta, o justo é restringir a decisão aos alunos do Colégio Christus - seja por meio do cancelamento das questões ou pela realização de um novo exame, o que ocorreria nos dias 28 e 29, datas que a prova será aplicada a presidiários e internos de unidades socioeducativas.

Sentença. A decisão da Justiça Federal do Ceará, que foi tomada na noite de segunda-feira, anulou 13 questões desta edição do Enem para todos os candidatos que prestaram a prova. As questões foram usadas em um simulado feito no Colégio Christus, em Fortaleza, dez dias antes da aplicação do exame.

A suspeita é de que a escola tenha tido acesso a questões do pré-teste do Enem, realizado em 2010. Em seu perfil oficial no Twitter, o MEC afirma que considerou a decisão da Justiça "desproporcional e arbitrária".

A Polícia Federal está investigando o caso.

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