Médica nega fraude para retirada de órgãos em SP

A enfermeira Rita Pereira é a segunda testemunha que está sendo ouvida no julgamento do caso Kalume, que teve início hoje pontualmente às 9h30, em Taubaté (SP). O caso envolve denúncias de retirada de órgãos de pacientes vivos no antigo Hospital Santa Isabel, localizado na cidade, em 1986.

JOÃO CARLOS DE FARIA, Agência Estado

17 de outubro de 2011 | 15h17

A médica Gilzélia Fernandes Batista, que na época era responsável pelo departamento que armazenava os prontuários do hospital onde faleceram as pessoas citadas no processo, foi a primeira a ser ouvida. "Não houve sumiço de documentos e não tenho conhecimento de alterações nos prontuários", disse. Ela contou que, por causa da repercussão do caso, guardou os prontuários em um cofre de materiais radioativos, no subsolo do hospital, onde funcionava o serviço de radioterapia.

O próximo a depor será o médico Roosevelt Sá Kalume, que na época era diretor da Faculdade de Medicina de Taubaté, e foi quem denunciou o caso ocorrido há 25 anos, quando acusou uma equipe de médicos do antigo Hospital Santa Isabel da retirada de órgãos de pacientes. Segundo ele, as cirurgias foram realizadas sem autorização, sempre durante a noite e pelos mesmos médicos.

Os médicos que teriam praticado quatro homicídios dolosos são Pedro Henrique Torrecillas e Rui Noronha Sacramento, com a participação do médico Mariano Fiore Júnior. Outro acusado, o também médico Antônio Aurélio de Carvalho Monteiro, morreu em maio deste ano. Segundo a denúncia, os médicos teriam se utilizado de diagnósticos falsos de morte para extrair os rins dos pacientes para utilizá-los em uma rede de transplante de órgãos.

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