Médica teve oferta de vaga quando era vestibulanda

Ela sempre quis se sentir capaz de alcançar vitórias por seu próprio mérito. Há cerca de dez anos, quando a médica Gabriela Louzada, de 31 anos, moradora de Taubaté (SP), estava prestes a fazer o vestibular, essa vontade a impediu de buscar "atalhos" que pudessem ferir sua dignidade.

O Estado de S.Paulo

14 Dezembro 2012 | 02h05

"É uma coisa de ego. Não entendo uma pessoa que não consegue brigar pelos seus objetivos", diz ela, ao se recordar do momento em que sua mãe descreveu uma ligação misteriosa que "oferecia" uma vaga de Medicina em Nova Iguaçu (RJ).

"Não sei como ficaram sabendo que eu estava prestes a fazer o vestibular. Acho que me identificaram porque ligavam para filhos de médicos como eu", diz. Segundo ela, no contato o aliciador ofereceu até a possibilidade de transferi-la posteriormente para outras faculdades do País.

Mas todas essas "possibilidades de ajuda" irregulares foram descartadas por Gabriela, que se formou em uma universidade privada de Taubaté e hoje atua como ginecologista. / D.L.

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