Medicina lidera 'performance trabalhista', aponta Ipea

A carreira de odontologia aparece em segundo lugar na lista divulgada pelo Ipea; no fim da lista ficaram as carreiras de filosofia e ética, outros serviços pessoais (beleza e domésticos) e religião

AYR ALISKI, Agência Estado

03 de julho de 2013 | 11h08

A medicina ocupa o primeiro lugar em um ranking de "performance trabalhista" que lista 48 carreiras de nível superior. Para chegar a essa conclusão, entram na conta os critérios de melhores salários, jornada de trabalho, taxa de ocupação e cobertura de previdência. A conclusão é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que divulgou nesta quarta-feira, 3, edição especial do boletim "Radar", tratando desta vez do tema "Perspectivas profissionais - nível técnico e superior".  

O segundo lugar na "performance trabalhista" ficou com a carreira de odontologia. A terceira posição ficou com a engenharia civil. No fim da lista ficaram as carreiras de filosofia e ética, outros serviços pessoais (beleza e domésticos) e religião.  

O estudo mostra também as carreiras que mais geraram empregos entre 2009 e 2012, além de rankings semelhantes referentes a ocupações de nível técnico. O Ipea é uma fundação pública vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.  

No estudo, o Ipea se propôs a mostrar quais os ganhos trabalhistas derivados de diferentes carreiras universitárias, quanto ganham esses profissionais, quantos conseguem trabalho, quantas horas trabalham e quantos conseguem proteção trabalhista. "A questão central aqui é determinar os ganhos trabalhistas de diferentes carreiras universitárias", cita o primeiro capítulo do estudo.    

"É fundamental saber como o mercado valoriza diferentes profissões, tanto na escolha privada de carreira como na decisão pública de conceder financiamento - no Programa de Financiamento Estudantil (Fies), no Programa Universidade para Todos (Prouni), ou, ainda, na abertura de faculdades. Mesmo ao gestor de políticas, o retorno privado é o componente mais fundamental do retorno social", cita o Ipea no documento. De acordo com o estudo, a edição atual poderá subsidiar as decisões profissionais dos jovens.

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