Médico condenado por morte de paciente obtém habeas corpus

Vanderson Bullamah foi sentenciado a 18 anos de prisão por falecimento de estudante em lipoescultura

Brás Henrique, O Estado de S. Paulo

12 Dezembro 2009 | 21h12

O ex-médico Vanderson Bullamah, condenado na madrugada de sexta-feira, 11, a 18 anos de prisão pela morte da estudante Helen Buratti, de 18 anos, após cirurgia de lipoescultura em julho de 2002, foi libertado neste sábado. O Tribunal de Justiça (TJ), de São Paulo, concedeu um habeas corpus, pedido pelos advogados de defesa, André Boiani e Eric Ribeiro Piccelli, que justificou que Bullamah reside com a família e trabalha como nutricionista1ista no município.

 

Na metade de tarde, Bullamah deixou o Centro de Detenção Provisória (CDP), de Ribeirão Preto, onde ficou por cerca de 36 horas. O julgamento de Bullamah começou na manhã de quinta-feira, 10, e terminou depois de 15 horas. Ele foi condenado por homicídio doloso, pois o promotor Luiz Henrique Pacini Costa entendeu que o médico sabia dos riscos ao fazer a cirurgia.

 

Bullamah teve o registro de médico cassado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em 2004. Além da morte de Helen, outras duas pacientes de Bullamah morreram em 1996 no mesmo tipo de cirurgia. Outras pacientes também reclamaram de sequelas.

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