Médico de Jackson teria ocultado provas

LOS ANGELES

AP, O Estadao de S.Paulo

23 de março de 2010 | 00h00

O médico de Michael Jackson interrompeu a ressuscitação cardiopulmonar que aplicava no artista para recolher frascos de remédios do quarto onde ele morreu, em junho do ano passado, afirmaram funcionários do astro em depoimentos revelados ontem. A sugestão de que o cardiologista Conrad Murray tentou ocultar provas que esclarecessem a causa da morte de seu paciente pode dar impulso à acusação de homicídio culposo.

Quem deu essa versão da história à polícia foi Alberto Alvarez, diretor de logística que estava na casa do artista quando ele morreu, e outros dois funcionários, um assistente e um segurança. No depoimento, Alvarez afirma que, ao chegar ao quarto, viu Jackson na cama, com boca e olhos abertos, sem sinal de vida, além de uma linha intravenosa em uma das pernas. Dois dos filhos do astro, Prince e Paris, teriam entrado no quarto e chorado ao ver Jackson sendo socorrido.

O advogado de Murray, Ed Chernoff, negou que seu cliente tenha tentado esconder medicamentos dados a Jackson e afirmou que Alvarez, nas duas vezes em que depôs, deu informações contraditórias aos policiais. "A declaração de Alvarez é inconsistente com a anterior. Lidaremos com isso em juízo", disse. /

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