Médico de plano vai parar atendimento

Os médicos de São Paulo pretendem interromper o atendimento aos planos de saúde no dia 6 de setembro em protesto contra os baixos valores pagos pelas operadoras. A decisão foi tomada após plenária estadual realizada nesta semana, na sede da Associação Paulista de Medicina (APM), no centro da capital.

GHEISA LESSA , O Estado de S.Paulo

11 de agosto de 2012 | 03h08

A APM afirma que atendimentos de emergência e casos graves não serão negados à população. Os médicos pretendem cancelar todos os atendimentos eletivos, ou seja, as consultas, cirurgias e exames sem urgência, de acordo com o presidente da associação, Florisval Meinão.

A categoria pede que o valor das consultas seja reajustado para R$ 80. Hoje, o valor pago varia entre as empresas e, segundo Meinão, os profissionais recebem, em média, R$ 50 por consulta. Os valores mais altos não ultrapassam os R$ 60, e os mais baixos chegam a apenas R$ 20.

A categoria pede que a padronização atinja, além das consultas, os valores dos demais procedimentos, de acordo com a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM). A norma lista mais de 4 mil procedimentos em até 42 patamares. Cada patamar apresenta um valor segundo estimativa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da Universidade de São Paulo (USP). A última atualização da CBHPM ocorreu em 2003 e a associação calcula uma defasagem de 50% nos dias atuais.

Reivindicações. A APM ainda pede o fim das pressões para reduzir exames, internações e outros procedimentos essenciais em um tratamento adequado, valorização imediata dos honorários e inserção de cláusula de reajuste anual nos contratos.

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