Médico do Barein fica ferido ao tentar prestar socorro

Um cirurgião plástico que atendia voluntariamente manifestantes antigoverno no Barein ficou gravemente ferido ao ser agredido na quinta-feira por policiais numa praça da capital do país.

CYNTHIA JOHNSTON, REUTERS

17 de fevereiro de 2011 | 17h19

Sadeq al Karim fraturou o nariz e está internado no hospital público Salmaniya, que recebeu a grande parte dos 231 manifestantes feridos na praça. O próprio pátio do hospital virou cenário de protestos.

Três pessoas morreram na ação policial para dispersar o acampamento montado na praça por manifestantes que se inspiram nas recentes revoltas da Tunísia e do Egito, e que se queixam de discriminação da monarquia sunita contra a população xiita, maioria no Barein.

"Ele foi agredido por homens com pedaços de pau", disse Amira Barakat, mulher do médico, ao lado dele no hospital. "Eu estava em casa, mas minha casa é perto. Às 3h, acordei com o som de balas de borracha. Meu filho acordou e disse: 'Quero meu pai'".

Barakat disse que o estado do marido é estável.

Essa é a pior onda de violência nas últimas décadas no Barein. Soldados em veículos blindados ocuparam a capital para evitar que a praça Pérola se transforme em um centro de manifestações semelhante à praça Tahrir, no Cairo, epicentro da revolta que derrubou neste mês Hosni Mubarak no Egito.

(Reportagem de Cynthia Johnston)

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