'Médico ficou enciumado', diz acusado de retirar rins

O médico Rui Noronha Sacramento - um dos quatro acusados de ter retirado rins de pacientes ainda vivos para supostamente usar em transplantes particulares - foi o primeiro a depor ontem no júri que começou na segunda-feira, em Taubaté.

TAUBATÉ, O Estado de S.Paulo

19 Outubro 2011 | 03h03

Além dele, os médicos Pedro Henrique Torrecillas e Mariano Fiore Júnior são acusados pela morte de quatro pacientes em 1986. O caso ficou conhecido como "Kalume", em referência ao médico Roosevelt de Sá Kalume, autor da denúncia.

Em seu depoimento, Sacramento disse que Kalume "subtraiu documentos para fundamentar a denúncia", agindo "por inveja, por ciúmes, pelo poder". Kalume, à época diretor do Hospital Santa Isabel de Clínicas, teria ficado "enciumado" com a perda de poder e por ter ficado fora do programa de transplantes. "Ele quis jogar areia", disse Sacramento.

No início da tarde, o médico Fernando Ferreira negou que o Torrecillas tenha desferido um golpe de bisturi em um dos pacientes para provocar a sua morte - conforme afirmou em depoimento de acusação a enfermeira Rita Pereira. "Isso não ocorreu", disse.

A defesa requereu a acareação entre Ferreira e a enfermeira, o que foi negado pelo juiz.

Internado. Depois de depor no júri, anteontem, Kalume teve de ser internado para ser submetido às pressas a um cateterismo, por causa de uma crise de angina (entupimento das artérias do coração). O médico continua internado, sem alteração do quadro. / JOÃO CARLOS DE FARIA, ESPECIAL PARA O ESTADO

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