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Médico que tentou abortar bebê em amante perde licença

Edward Erin tinha sido condenado a seis anos de prisão em 2009 por envenenar bebidas da amante com substâncias abortivas

BBC Brasil, BBC

29 Junho 2011 | 08h09

Um médico britânico que havia sido condenado por tentar induzir um aborto em sua amante grávida sem que ela soubesse perdeu a licença para exercer a medicina.

Nesta quarta-feira, uma junta do Conselho Médico Geral da Grã-Bretanha afirmou que Edward Erin "não demonstrou remorso" e "não compreendeu a gravidade de suas ações".

Erin foi condenado a seis anos de prisão em 2009 por envenenar bebidas de sua amante, Bella Prowse, depois de ela anunciar a gravidez e dizer que não faria um aborto.

Mas Prowse, que era secretária do médico no hospital de St. Mary's, um dos mais importantes de Londres, não foi afetada pelas substâncias químicas e deu à luz um menino saudável.

A secretária descobriu a gravidez um mês após o início do caso com o médico, que é casado e pai de dois filhos, em 2008.

'Atos premeditados'

Erin foi condenado por tentar envenenar a amante duas vezes, colocando medicamentos que induziam o aborto em uma xícara de café da rede Starbucks e outra em um copo de suco de laranja.

Bella Prowse havia suspeitado e alertado a polícia sobre a possibilidade.

Na época, ela disse não saber como a criança seria afetada pelas substâncias, que chegaram a ser detectadas em seu organismo, mas o bebê nasceu saudável em setembro de 2008.

A junta de médicos do Conselho britânico revogou a licença de Erin, dizendo que seu comportamento era "absolutamente inaceitável" na profissão.

Em comunicado, o Conselho Médico Geral disse que "a junta percebeu que este se trata de um caso de graves violações do bom exercício da medicina".

"Os crimes do Dr. Erin foram atos premeditados, usando seus conhecimentos e habilidades médicas para causar sério dano a outros", disse o conselho.

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