Médico usa luz de celulares em cirurgia

Médicos do Hospital da Mulher, de Araçatuba, tiveram de usar a luz de telefones celulares para iluminar uma cirurgia de laqueadura. A energia elétrica acabou e uma falha no gerador deixou o hospital sem luz. O caso aconteceu na quinta-feira e está sendo apurado pelo Ministério Público Estadual. Em 2011, o centro cirúrgico do hospital foi interditado e a diretoria clínica foi trocada depois que 16 bebês morreram.

CHICO SIQUEIRA , ESPECIAL PARA O ESTADO , ARAÇATUBA, O Estado de S.Paulo

13 de março de 2013 | 10h14

A dona de casa Carina Michele Bueno, de 32 anos, disse que passou os 30 minutos mais assustadores de sua vida. Segundo ela, a luz acabou logo depois de ela receber a anestesia. Enquanto esperavam pelo gerador, enfermeiras ligaram seus telefones celulares e deixaram a porta da sala aberta, para aumentar a luz.

"Elas colocaram três celulares na minha barriga e depois de se acalmar e me pedir para ficar tranquila, ele (o médico) começou a cirurgia", contou. "A bateria de um dos celulares ainda acabou, mas eles conseguiram fazer a operação", completou Carina.

Segundo ela, a luz voltou logo após o procedimento ser concluído. Para Carina, o médico só continuou com a cirurgia porque pensava que a energia fosse restabelecida logo.

A Prefeitura de Araçatuba, responsável pelo hospital, disse que o gerador quebrado foi enviado para conserto.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.