Médicos do PR pedem mais verba da CPMF para saúde

O apelo para que pelo menos metade do volume arrecadado com a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) seja investido na área de saúde foi uma das tônicas do protesto de hoje de médicos paranaenses, em frente ao Hospital de Clínicas, em Curitiba. "Se existem recursos para a Copa do Mundo e para o Pan-Americano, o dinheiro da saúde também tem de aparecer", disse o presidente da Associação Médica do Paraná (AMP), José Fernando Macedo. "A Copa é maravilhosa, mas o povo está morrendo em macas."Segundo ele, não houve uma orientação para que os médicos parassem hoje, para não prejudicar a população. Mas Macedo não descarta que uma paralisação possa ocorrer depois do carnaval, caso não haja alteração no repasse para o Sistema Único de Saúde (SUS). "Até quando o médico vai suportar trabalhar por 2 reais, como acontece no interior do Estado?", questionou. "A Organização Mundial da Saúde estabelece o atendimento de três pacientes por hora, mas, em um plantão de 12 horas, são atendidas mais de 100 pessoas", disse.De acordo com o presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), Gerson Zafalon Martins, dos cerca de 20 mil médicos do Estado, 60% têm vínculo com o serviço público. "Eles precisam dar um jeitinho, tornarem-se criativos para atender bem", salientou. "Mas poderia ser bem melhor se o trabalho da classe fosse reconhecido." De acordo com o CRM, quase 30% dos médicos trabalham, em média, em três lugares diferentes.

EVANDRO FADEL, Agencia Estado

21 de novembro de 2007 | 14h54

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