Médicos param atividades parcialmente em 21 Estados

Médicos que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) paralisaram parcialmente as atividades hoje em 21 Estados do País para protestar contra as más condições de trabalho e baixa remuneração, além da defasagem do valor do repasse da tabela de procedimentos. Não há, porém, números oficiais de quantos profissionais pararam o atendimento.

AE, Agência Estado

25 Outubro 2011 | 22h19

O mote principal do ato foi discutir e tornar público os problemas de financiamento do SUS. Segundo as entidades médicas, não é possível prestar um serviço de qualidade recebendo R$ 2,5 por uma consulta básica (clínica médica, pediatria ou ginecologia) e R$ 7,5 por uma especializada. Por uma cesariana, incluindo a equipe, o SUS repassa R$ 150,05; e por uma colposcopia (exame ginecológico), R$ 3,38.

No Estado de São Paulo não houve paralisação formal do atendimento - apenas três hospitais suspenderam pontualmente as atividades, sem o apoio do grupo que realizou um manifesto em defesa do SUS na sede da Associação Paulista de Medicina. "Não aprovamos paralisações globais, mas há situações pontuais que precisam de negociação efetiva. A paralisação prolongada prejudica todo mundo, principalmente o paciente que depende do atendimento no SUS", afirmou o médico Jorge Curi, vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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