Médicos pedem melhorias na saúde ao governo do RS

No Dia Nacional de Protesto da categoria, os médicos do Rio Grande do Sul fizeram um apelo ao governo do Estado para que não penalize ainda mais os gaúchos que dependem da saúde pública. O pedido foi encaminhado pela vice-presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Maria Rita de Assis Brasil, ao chefe da Casa Civil Luiz Fernando Záchia, em audiência no Palácio Piratini."Este é um Estado que já investe menos da metade do que determina a lei na saúde", destacou a médica, referindo-se à exigência de 12% do orçamento para investimentos na área, estabelecida pela Constituição estadual e não cumprida pelos sucessivos governos. O Dia Nacional do Protesto foi promovido hoje pela Associação Médica Brasileira (AMB), o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e as entidades médicas estaduais do País.Maria Rita também mostrou-se preocupada com a perspectiva de mais cortes. Desde a semana passada, quando viu seu pacote de aumento de impostos rejeitado pela Assembléia Legislativa, o governo gaúcho vem falando em readequação do orçamento. Záchia prometeu levar o apelo à governadora Yeda Crusius.O Simers também encaminhou ofícios à prefeitura de Porto Alegre e ao Ministério da Saúde reivindicando mais verbas para o Sistema Único de Saúde (SUS). Os médicos gaúchos queixam-se de condições adversas de trabalho, superlotação de emergências, alta de medicamentos, filas para leitos, cirurgias e consultas e baixa remuneração.Lembram que ganham, em média, pouco mais de R$ 2 mil por 20 horas no setor público, enquanto um concurso aberto para procurador da República oferece salário inicial de R$ 21 mil. E pedem piso de R$ 6,9 mil e reajuste de 100% na tabela do SUS, que paga R$ 10, menos do que um lanche no McDonald''s, por uma consulta especializada.

ELDER OGLIARI, Agencia Estado

21 de novembro de 2007 | 20h00

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