Médicos retiram tumores de José Alencar em nova cirurgia

O vice-presidente da República, José Alencar, foi submetido a uma cirurgia de seis horas nesta quinta-feira para a desobstrução intestinal, na qual os médicos aproveitaram para retirar grande parte dos vários tumores presentes na região abdominal do presidente em exercício.

REUTERS

09 Julho 2009 | 20h52

De acordo com os médicos responsáveis pelo procedimento cirúrgico, realizado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, a operação de desobstrução intestinal foi bem-sucedida, apesar das dificuldades provocadas pela grande quantidade de tumores.

"Isso levou a uma certa dificuldade em realizar os procedimentos necessários para resolver a obstrução que o vice-presidente tinha, mas, apesar do tempo demorado, a cirurgia foi muito bem", disse a jornalistas o médico oncologista Paulo Hoff.

Os médicos disseram que a retirada dos tumores não era o objetivo da operação, mas que ainda assim foi possível retirar 10 nódulos do abdome do vice-presidente.

"Aproveitando que as condições permitiram, foi retirada a maior quantidade possível de tumores. Ficaram apenas dois nódulos na região pélvica", disse o cirurgião Raul Cutait, acrescentando que Alencar, de 77 anos, comportou-se "quase que como um adolescente" durante a operação.

Após a cirurgia, o vice-presidente, que luta contra o câncer desde 1997 e já passou por várias operações, passará de 24 a 48 horas na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) em observação. Os médicos afirmaram que é possível que após cirurgias desse porte aconteçam complicações.

Alencar internou-se na quarta-feira com quadro de obstrução intestinal, e os médicos decidiram nesta quinta que a melhor conduta para o caso seria realizar a cirurgia, uma vez que o tratamento convencional não apresentou o resultado esperado.

Presidente em exercício enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estiver na Europa, Alencar tinha exames de rotina agendados para esta quinta-feira, mas antecipou a internação em um dia após sentir fortes dores na região abdominal.

O vice-presidente havia recebido alta há dois dias após ser internado no sábado devido à obstrução intestinal.

"Seja o que Deus quiser", disse Alencar ao chegar ao hospital na quarta-feira.

Em 25 de janeiro deste ano, o vice-presidente passou por uma operação de 17 horas para a retirada de tumores no abdome.

Em maio, exames localizaram novos tumores no abdome. O vice-presidente decidiu, então, se submeter a um tratamento experimental nos Estados Unidos para combater os tumores.

De acordo com os médicos que o operaram, os nódulos que foram retirados serão examinados para verificar se o tratamento realizado nos EUA tem dado resultado.

(Por Pedro Fonseca)

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