Médicos são recebidos com festa em Minas Gerais

Os médicos estrangeiros foram recebidos com festa no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, região metropolitana de Belo Horizonte. Eles foram presenteados com flores, queijo, doce de leite e até cachaça por dezenas de pessoas que foram até o aeroporto nesta segunda-feira, 16.

ALINE RESKALLA, ESPECIAL PARA AE, Agência Estado

16 de setembro de 2013 | 19h13

Os médicos tiveram um encontro com a área técnica do Ministério da Saúde, no qual foram tratadas questões da atenção primária à saúde. Na terça-feira, 17, serão ciceroneados pela Prefeitura de Belo Horizonte.

Uma das médicas cubanas é Natacha Romero. Para ela, não haverá dificuldades técnicas no trabalho que vai desempenhar pelo fato de Cuba e Brasil terem realidades bastante parecidas. Na sua avaliação, os dois países têm doenças em comum que os profissionais já são acostumados a tratar. Ela vai atuar em Barão de Cocais, que fica na região Central de Minas Gerais. "Como não ficar contente em trabalhar aqui? O povo brasileiro nos recebeu bem, apesar de ler algumas opiniões contrárias a nosso respeito", disse Natacha, que desde domingo tem falado em nome dos colegas.

Na noite de domingo, o secretário de Atenção à Saúde do ministério, Helvécio Magalhães, disse em Belo Horizonte que os médicos das regiões onde os estrangeiros vão atuar não têm o mesmo discurso que os conselhos regionais de medicina, que são contrários ao programa federal. "O posicionamento dos líderes dos conselhos não está de acordo com o que ouvimos dos médicos que trabalham no SUS, que sabem das dificuldades que passamos e apoiam a vinda dos estrangeiros", afirmou.

O secretário, que é mineiro, esteve no aeroporto para recepcionar os cubanos. Na ocasião, a médica cubana Luíza Malvina concordou com a afirmativa de Magalhães. Segundo ela, os colegas brasileiros com os quais fez o curso preparatório foram bastante simpáticos. "Eles são engraçados, bondosos e nos ajudam a compreender o jeito do povo brasileiro", disse.

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