Medidas do Mais Médicos são 'emergenciais', diz Padilha

Nessa terça-feira, o Ministério da Saúde publicou dois editais para a contratação de médicos nas áreas consideradas prioritárias pelo governo

GABRIELA VIEIRA, Agência Estado

10 de julho de 2013 | 09h33

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, saiu em defesa do Plano Mais Médicos na manhã desta quarta-feira, 10, alegando que as mudanças anunciadas fazem parte de um conjunto de medidas de curto, médio e longo prazo da pasta, que procura levar mais profissionais para a população. "As medidas que estamos implantando com o Mais Médicos são emergenciais", disse em entrevista ao programa Bom Dia Ministro, do canal estatal NBR.

Nessa terça-feira, 9, o Ministério da Saúde publicou dois editais para a contratação de médicos nas áreas consideradas prioritárias pelo governo. Os municípios interessados na atração dos profissionais têm até o próximo dia 22 para efetuar inscrição no programa e os médicos interessados - brasileiros ou estrangeiros com o diploma já validado no País - devem se inscrever até 25 de julho. Padilha reiterou que a remuneração, de R$ 10 mil, será inteiramente paga pelo governo federal.

Na falta desses profissionais para o preenchimento das vagas, a pasta vai buscar médicos formados no exterior - sem a revalidação do diploma. "Se houver a revalidação do diploma, o médico estrangeiro poderá atuar em qualquer localidade do País. E não é isso que queremos. Queremos que o médico atue nas áreas carentes", justificou.

Formação. Padilha defendeu ainda a polêmica ampliação de dois anos no curso de Medicina, dizendo que a preocupação do governo é com a boa formação de profissionais. "Queremos um médico mais bem formado, com visão geral do paciente. Isso vai fazer diferença na saúde pública do nosso País".

Ele esclareceu que não há mudança para os estudantes que já cursam Medicina. As propostas, se aprovadas, passariam a valer para os alunos que ingressarem nas faculdades após 2015. Padilha negou que os dois anos de trabalho no Sistema Único de Saúde (SUS), sem área de especialização, sejam uma forma de serviço social obrigatório: "Não existe proposta que obrigue o estudante a ir para onde não queria".

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