Meirelles: BC dos Emirados Árabes limita crise de Dubai

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, avaliou positivamente a decisão da autoridade monetária dos Emirados Árabes Unidos de anunciar no domingo um instrumento emergencial para dar suporte à liquidez dos bancos, em resposta aos problemas de dívida de Dubai.

REUTERS

30 de novembro de 2009 | 13h20

"A decisão do BC de Emirados Árabes Unidos de dar linha de liquidez restringe a dimensão da crise", disse Meirelles a jornalistas, durante evento nesta segunda-feira em São Paulo.

"Mas existem perdas para o sistema financeiro internacional", ponderou Meirelles, avaliando, contudo, que o fluxo de recursos para o Brasil não deve ser afetado. "O fluxo de capitais para o Brasil tem componentes sólidos e vai se manter", afirmou.

INDICADORES SOCIAIS

Meirelles também justificou comentários recentes sobre indicadores sociais feitos por ele e que levaram o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a comentar, em jantar na última quinta-feira, que o presidente do BC tem falado com mais frequência sobre a questão.

Na visão de Mantega, a atitude seria mais característica a políticos do que a banqueiros.

"A estabilidade alonga horizontes, aumenta o investimento, preserva o poder de compra, a distribuição de renda e aumenta a arrecadação. Falo isso há muito tempo no mundo todo", afirmou Meirelles, argumentando que falar sobre as questões sociais "é um convite aos empresários: vamos investir".

O presidente do BC disse ainda não ver ruído sobre a questão e reforçou: "Do meio do ano para cá, fiz 23 palestras e em 16 eu falei no assunto".

(Reportagem de Aluíso Alves)

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