Membros de banda e dono de boate no RS têm prisão temporária decretada

Dois integrantes da banda que fazia um show na boate que pegou fogo em Santa Maria, matando 231 pessoas, e um proprietário do estabelecimento tiveram prisão temporária decretada e estão detidos para prestar esclarecimentos sobre a tragédia.

ANA FLOR, Reuters

28 de janeiro de 2013 | 11h59

Uma quarta pessoa, que também teve prisão temporária decretada e seria o segundo proprietário da boate Kiss, ainda não foi encontrada.

A polícia não quis identificar os detidos, mas mais cedo o Ministério Público gaúcho confirmou à Reuters que seriam dois integrantes da banda e um empresário do estabelecimento. A prisão é por cinco dias, prorrogáveis por mais cinco. Os três detidos se apresentaram espontaneamente, informou a polícia.

Um dos detidos, segundo a polícia, está internado em um hospital.

O chefe da Polícia Civil do Estado, delegado Ranolfo Vieira Jr., disse que a prisão temporária é indispensável para a investigação criminal.

A tragédia, que ocorreu na madrugada de domingo, deixou até o momento 231 mortos, segundo dados oficiais atualizados.

A maioria das vítimas, jovens universitários, morreu por asfixia devido à fumaça tóxica que tomou conta da boate quando o fogo consumiu o revestimento acústico que estava no teto da casa.

O incêndio teria começado durante o show da banda Gurizada Fandangueira quando um dos integrantes acendeu um sinalizador. Faíscas do artefato pirotécnico teriam atingido o teto, iniciando o fogo, segundo autoridades.

A banda é formada por seis integrantes, sendo que um deles morreu no incêndio.

"Queremos que este seja um inquérito exemplar", disse o governador do Estado, Tarso Genro (PT), a jornalistas. "Que traga, se for o caso, modificações legislativas", acrescentou.

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