Menina de 9 anos vítima de desabamento está em estado grave

Quatro pessoas que foram atingidas no acidente da Igreja Renascer estão internadas em estado grave na capital

20 Janeiro 2009 | 07h57

Mais de 100 pessoas ficaram feridas no desabamento do teto da Igreja Renascer e foram atendidas em 21 hospitais da capital. Dessas, 19 continuavam internadas até a noite de segunda - 4 em estado grave. O Corpo de Bombeiros encerrou as buscas por vítimas às 13 horas de ontem, com total de 110 pessoas resgatadas. Estima-se que na hora do acidente havia 400 fiéis no local.   Veja também: Igreja desabou por falta de manutenção, dizem técnicos Casal Hernandes pode voltar ao Brasil em junho Igreja usa mídia própria para falar em 'milagre' Em tragédia de templo em Osasco, crime prescreveu Interdição no entorno da Renascer deixa 15 pessoas desalojadas Troféu de Kaká não estava no templo; jogador casou no local Casal Hernandes divulga nota sobre desabamento Igreja Renascer divulga lista das vítimas do desabamento  Galeria de fotos: imagens do local e do resgate às vítimas  Todas as notícias sobre o desabamento na Igreja Renascer     Entre os feridos, o caso mais crítico é de Estefanie Banov de Sá, de 9 anos, que sofreu afundamento de crânio, foi operada e estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Paulo. O pronto-socorro recebeu 15 feridos, dos quais 5 continuam internados, 2 em estado grave. Além da menina, Rebeca Martins da Silva, de 55 anos, continua na UTI, com lesão de pneumotórax.   No Hospital das Clínicas (HC), Fabio Jodas de Oliveira, de 27 anos, continua em estado grave na UTI, com politraumatismo e afundamento de crânio. Sete vítimas entraram no HC e três continuam internadas. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, cinco pessoas continuam internadas nos hospitais municipais. Internada no Hospital do Servidor Público Municipal, Evelise Del Corso, de 17 anos, está em estado grave, com politraumatismo.   O Hospital Cruz Azul recebeu 26 pacientes. Um continua em observação. Até a noite de ontem, também havia pacientes nos Hospitais Tatuapé, São Camilo (Ipiranga e Pompeia), Vila Alpina e Ipiranga.   Segundo o tenente Marcos Palumbo, porta-voz do Corpo de Bombeiros, quem estava perto das saídas e reagiu rapidamente teve mais chances de sobreviver. "O teto não caiu de uma vez. Houve um estalo, as pessoas começaram a correr e, então, veio abaixo", afirmou. Ele disse, no entanto, que não se pode explicar as mortes só pelo local onde as pessoas estavam. "É acaso mesmo. A vítima pode dar o azar de uma viga metálica cair exatamente na sua cabeça, mesmo perto da saída."   Nota presidencial   O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou ontem o acidente. Em nota, ele disse estar "consternado" pelas consequências do desabamento e manifestou o seu pesar aos parentes e amigos das vítimas fatais. Lula ofereceu solidariedade aos feridos, desejando plena e rápida recuperação. Lula disse que "o desabamento está sob investigação dos órgãos competentes e deverá servir para elaboração de medidas preventivas".   (Felipe Grandin, do Jornal da Tarde, e Tânia Monteiro, de O Estado de S. Paulo)

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