Menor de 12 anos era mantida em cárcere privado no MS

No corpo da moça, a polícia identificou hematomas e perfurações superficiais provocadas por facas

João Naves de Oliveira, Agência Estado

14 de maio de 2008 | 13h08

Uma menina de 12 anos que vivia sob cárcere privado desde dezembro de 2007 em uma residência de Ponta Porã (MS) foi libertada na terça-feira, 13, depois que vizinhos denunciaram o caso para a Polícia Militar. Ela está sob cuidados do Conselho Tutelar da cidade. A acusada de maus-tratos, Káthia Elizabeth Cristaldo, 23 anos, está presa na Delegacia Central de Polícia Civil da cidade, onde disse que "perdeu a cabeça". Segundo a Polícia, a menor trabalhava como empregada de Káthia, inclusive preparando as refeições e cuidando dos três filhos da acusada, um bebê de sete meses, uma menina de quatro anos e um menino e dois anos. Foram identificados hematomas provocados por pancadas de material contundente por todo o corpo da menor, além de perfurações superficiais, provavelmente de faca nas costas e cabeça.   A garota, apesar de abalada psicologicamente, lembrou ter mãe residente em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã. A menor teria sido acolhida por Káthia com a promessa de ser matriculada em uma escola brasileira. Policiais investigam a hipótese de que a menina tenha sido vítima de tráfico de pessoas para trabalhos forçados. Ainda segundo a Polícia, a suspeita surgiu com informações desencontradas fornecidas por Káthia, que também é paraguaia, sobre o paradeiro dos pais da criança.

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